Tempo Pascal e de Pentecostes

O Tempo Pascal celebra o mistério da ressurreição de Cristo e os seus efeitos na comunidade cristã; sublinha, particularmente, a vida nova dos batizados e a construção da Igreja com a ação incessante do Espírito Santo.

A Noite Pascal inaugurou a Páscoa, que agora se estende durante sete semanas de vivência intensiva e deverá ser vivida como uma unidade! No Brasil, a comemoração da Ascensão é transferida para o 7o domingo da Páscoa. 

A Páscoa de Cristo

Nesses cinquenta dias, celebramos a Passagem de Cristo (Páscoa) à sua nova vida. É o mistério central. Cristo Jesus passou em seu Mistério Pascal a uma nova forma de existência. Foi constituído “Senhor” e primogênito de toda a criação. Entrou definitivamente na esfera do Espírito e vive para o Pai.

O Tempo Pascal nos põe em contato com o Cristo ressuscitado, presente no meio de nós como Salvador e por meio do seu Espírito. A Ressurreição do Senhor nos faz vencer o temor, cura nossas feridas e nos consola de nossas desilusões. O amor do Senhor não decepciona. Ele é derramado profusamente em nossa vida para que o experimentemos sempre mais em cada minuto de nosso dia.

Esse tempo está relacionado com a experiência que os apóstolos fizeram do ressuscitado naqueles dias que sucederam o domingo da ressurreição e da sua força na comunidade cristã. A primeira leitura dos domingos deste Tempo será sempre extraída dos Atos dos Apóstolos, no qual se concentra a história da Igreja nascente.

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A celebração deste tempo nos conduz diretamente às alegrias da vitória de Cristo. A ressurreição de Cristo inaugurou uma nova época: “Se, outrora, conhecemos Cristo à maneira humana, agora já não o conhecemos assim. Portanto, se alguém está em Cristo, é criatura nova. O que era antigo passou; agora tudo é novo” (2Cor 5,16-17). É novo porque Jesus Cristo é o fundamento, aquele por quem fomos salvos, redimidos do pecado, resgatados das mãos da morte. Daí surge a nova condição do cristão como nova criatura.

Por isso, temos esperança, força de luta, paz, otimismo e sentido de vida. Anima-nos a confiança no Deus vivo e salvador. Somente o Senhor é capaz de preencher nosso coração, nos trazer a alegria duradoura, nos fazer capazes de perdoar e de nos relacionarmos com sinceridade. Somos felizes porque descobrimos um horizonte de vida plena até a eternidade.

Os cristãos desenvolvem na história a Páscoa de Jesus. Pode-se dizer que a Páscoa não está terminada: ela se cumpriu em nossa Cabeça, Cristo; porém ainda tem que se cumprir em nós. A passagem ao Pai, e à nova existência, continua em nós. A celebração da Páscoa é, pois, “colocar-se nela”, aceitar seus motivos-força e deixar-se ressuscitar à nova vida pelo mesmo Espírito que ressuscitou Cristo dentre os mortos.

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