Há onze anos recebi o gentil convite de D. Vartan de integrar o clero do Exarcado para trabalhar na comunidade armênia. Neste tempo, com meus limites aprendi a cantar a missa e passei a atender pastoralmente a paróquia como vigário.

Agora, fui nomeado pároco por D. Paulo, tenho a inteira responsabilidade de animar a participação de todos os fiéis na vida comunitária. No entanto, o último pároco exerceu o cargo há dezesseis anos atrás. Neste período, a comunidade acostumou-se a lidar diretamente com o bispo, agora é um padre que assume mais imediatamente a responsabilidade pastoral. Sou o primeiro pároco não descendente de armênio, com o limite de não falar a língua, mesmo sendo filho do Armênio Lelo.

Agradeço a todos que me acolhem e reconhecem minha missão presbiteral. Vim ser um irmão na comunidade armênia. Coloco-me à disposição para visitar as famílias, ouvir as pessoas e acolher em nome do Senhor os que se acham afastados. Pretendo ser uma presença evangelizadora em atitude de serviço para fortalecer a missão da comunidade: manter fé no evangelho seguindo a rica tradição dos antepassados armênios, especialmente o rito litúrgico.

Trago comigo uma grande convicção: nada neste mundo supera a beleza do evangelho. Vivê-lo, é o maior dom que podemos alcançar nesta vida.